sábado, 25 de abril de 2015

ANGOLA / BRASIL / PORTUGAL

ANGOLA / BRASIL / PORTUGAL

-------- " CAPÍTULO OITAVO -- DA CAPITANIA DO RIO DE JANEIRO" -------- :

..."A Capitania do Rio de Janeiro,Cidade de S. Sebastião, está sessenta léguas do Espírito Santo em vinte e três graus e um terço,terra del Rei Nosso Senhor. Pode ter pouco mais ou menos cento e quarenta vizinhos,agora se começa de povoar novamente. Esta é a mais fértil e viçosa terra que há no Brasil. Tem terras muito singulares e muitas águas para engenhos de açúcar.Há nela muito infinito pau do Brasil,de que os moradores da terra fazem muito proveito.
  Esta Capitania tem um rio muito largo e formoso : divide-se dentro em muitas partes,e em quantas terras estão ao longo dele se podem aproveitar,assim para roças de mantimentos como para canas de açúcar e algodões,porque são muito viçosas e melhores de quantas há por toda esta Costa. Há nesta Cidade um mosteiro de padres da Companhia de Jesus,nas quais também aumentaram muito esta terra  e desejam muito vela povoada de muitos moradores,porque são como digo as terras desta Capitania muito largas,e sabem quão proveitosas são para toda  gente pobre que as possuir. E por tempo hão de se fazer nelas grandes fazendas : e os que lá forem viver com essa esperança não se acharão enganados."...


---- (transcrição parcial da obra  "CARTA A EL-REI D. MANUEL", de PÊRO VAZ DE CAMINHA --

-- 1ª edição : Abril de 2008 -- QUIDNOVI -- Depósito Legal : 272821/08 -- ("GRANDES AUTORES PORTUGUESES") - Colecção 120 anos JN ---   


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OBS : - Consultar outras transcrições em < https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6520923458077086646#editor....

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terça-feira, 7 de abril de 2015

BIBLIOTECAS :

LISTA DAS BIBLIOTECAS COM "ANGOLA-DATAS E FACTOS" - (1482/2002) :

--- CÂMARA MUNICIPAL DE COIMBRA --

sexta-feira, 1 de junho de 2012


   --- "Esta nota de leituras refere-se a numerosos livros sobre a guerra,nomeadamente a guerra colonial portuguesa (1961-1974). 
--- "As guerras de descolonização deixam geralmente uma lembrança amarga no espírito dos europeus que as travam. Os portugueses não fogem,evidentemente, a essa regra e estamos longe do triunfalismo das "belas campanhas coloniais" "à Mouzinho de Albuquerque,Alves Roçadas,João de Azevedo Coutinho e outros grandes ou pequenos heróis de há três ou quatro gerações. Não há, nem nunca haverá,heróis nas guerras que vamos visitar. Apenas vítimas de ambos os lados,pese embora aos propagandistas e historiadores nacionalistas. De qualquer forma, na guerra de 1961-1974,uma guerra esfarelada e sempre recomeçada,sem batalhas decisivas,sem oficiais triunfantes,sem desafio patriótico,não há quem consiga citar um único nome sonante de entre a monotonia dos milhares de oficiais esgotados no mato ou prudentemente refugiados num qualquer gabinete com ar condicionado..."  
..."Um número que poderia ter sido muito maior se os editores nos tivessem facultado todos os títulos pedidos. É que alguns parecem ter  dificuldade em fornecê-los,ou consideram que os serviços de imprensa lhes saem demasiado caros,ou então trabalham com pessoal negligente. Em suma,não se trata,portanto de uma selecção baseada em escolhas políticas ou simpatias pessoais do autor."...  
"...Antes de entrar no assunto propriamente dito, comecemos por prestar homenagem a um trabalho que está longe de ser perfeito ou inocente — quem pode almejar a perfeição em historiografia? —, mas que representa um esforço enorme (mais de 1600 páginas) e é de uma utilidade incontestável. Os  cinco volumes de Angola, Datas e Factos,(1) de Roberto Correia , são obra de um amador,repatriado de Angola e nostálgico da obra portuguesa em África. Optou por um sistema que certos historiadores podem considerar obsoleto,mas que lhes prestará grandes serviços : a elaboração de uma cronologia extremamente detalhada da história angolana de 1482 a 1975,com anotação de todas as datas que conseguiu encontrar  na literatura e em periódicos (incluindo as publicações oficiais) quase exclusivamente portugueses."
.."Assim,a guerras colonial e os seus prenúncios ou prolongamentos ocupam algumas dezenas de páginas do vol. 4 e uma centena do vol. 5, tendo este sido completado por vários índices e listas de personagens. É claro que o não aprova de forma alguma os responsáveis pela descolonização nem os partidos africanos que arruinaram o seu país. Está no seu direito. Apesar destas opções, a obra é uma autêntica mina de dados em bruto, cronologicamente referenciáveis. Factos insignificantes ou importantes. Eis a razão por que estes cinco volumes deveriam existir em todas as bibliotecas públicas portuguesas dedicadas à expansão ultramarina. O facto é que, tanto quanto se sabe," não existe nenhum estudo "profissional" da guerra em Angola após 1964. Efectivamente,quem tem coragem de ir remexer nas toneladas de papéis amontoados pela burocracia militar para nos fornecer uma lista ponderada e coerente de milhares de pequenas operações enterradas na rotina,na lama e na memória dos seus participantes ?
                  ---"Não se pretende aqui fazer juízos sobre o valor literário dos testemunhos suscitados pela guerra portuguesa. Apenas ficará a observação de que esta invadiu géneros pouco representados nos outros países que descolonizaram na violência : a poesia e o teatro. Limitar-nos-e mos, no entanto,às memórias,aos ensaios e à ficção. E aí a colheita é mais do que abundante".  
                  (... René Pelissier
   
--- (Transcrição parcial de pgs. 157 e 158 da obra "ANÁLISE SOCIAL", Vol. XXXVIII (166) - 2003, 157/173, de RENÉ PELISSIER --- (um ilustre autor de diversas obras,algumas já referenciadas nos nossos trabalhos),sendo um conceituado "especialista" sobre assuntos da África lusófona,doutorado pela Sorbone. )

- (1) - "Roberto Correia, Angola - Datas e Factos - Coimbra,ed. do autor --- (actual : -  Rua Gil Vicente - nº 8 - r/c - Porta 1- 2490/760 -- Vilar dos Prazeres - OURÉM) : --

--  1998-2002 -- Cronologia em 6 volumes : -  1º vol.(1482/1652), 198 páginas; - 2º vol.(1652-1837), 289 páginas - -  3º vol. (1837/1912), 419 páginas; -  4º vol.(1912/1961) , 375 páginas - 5º vol. --  (1961/1975), 376 páginas -- 6º vol. (1975/2002), 300 páginas -- com diversas fotografias e gravuras a preto e branco, vários índices."... -